Digitalização da manutenção industrial: a parceria com a RS Mecatrónica e a Icecare

A digitalização da manutenção industrial costuma ser apresentada com resultados prontos. Neste artigo começamos pelo início: duas empresas industriais do Norte passaram a usar o TF Maintain e vamos acompanhar o que muda, com números e com as palavras de quem trabalha nas máquinas.
Quando houver meses suficientes de dados, cada empresa terá o seu estudo de caso. Até lá, fica aqui o ponto de partida.
As duas empresas
RS Mecatrónica
Empresa da área da mecatrónica, onde mecânica, eletrónica e automação se cruzam no mesmo equipamento. Uma avaria pode ter origem em qualquer uma destas camadas, por isso o histórico de cada intervenção vale muito.
RS Mecatrónica no LinkedIn →Icecare
Produtora de gelados funcionais sediada em Vila Verde, com investigação feita em parceria com a Universidade do Minho. Na indústria alimentar, a manutenção também conta nas auditorias de segurança alimentar.
Visitar icecare.pt →De onde partem
Como na maioria das PME industriais, a informação de manutenção estava espalhada: manuais em pastas, registos em papel ou em Excel, e muito conhecimento na cabeça de quem conhece as máquinas há anos. Funciona enquanto essas pessoas estão disponíveis. Quando não estão, perde-se tempo à procura e repetem-se diagnósticos que já tinham sido feitos.
Com o TF Maintain, cada máquina passa a ter uma etiqueta NFC. O técnico encosta o telemóvel, introduz o seu PIN e abre a ficha com o histórico, os documentos e os planos preventivos. Explicamos o funcionamento em detalhe no artigo sobre gestão de manutenção com NFC.
O que vamos medir
Antes de começar, recolhemos com cada empresa a forma como a manutenção era gerida e o que mais custava no dia a dia. No fim, voltamos às mesmas perguntas para comparar.
- Tempo para encontrar informaçãoQuanto demora a chegar a um manual ou ao histórico de uma máquina.
- Preventivas cumpridasQuantas manutenções planeadas são feitas dentro do prazo.
- Paragens registadasSe a empresa sabe quanto tempo as máquinas estiveram paradas e porquê.
- Dependência de pessoasQue informação deixava de estar acessível quando alguém faltava.
- AuditoriasComo corre uma auditoria quando todos os registos estão ligados à máquina.
- Adoção pelos técnicosQuanto tempo até a equipa registar sem ajuda e que resistências houve.
Vamos incluir também o que correu pior: o que foi difícil na passagem do sistema antigo e o que devíamos ter feito melhor. Para quem está a avaliar um software de manutenção (CMMS), um caso com dificuldades reais é mais útil do que um caso perfeito.
Próximo passo
Publicaremos aqui os dois estudos de caso, com os números de antes e depois. Se quiser estimar já o impacto na sua operação, o simulador de poupança faz as contas com os seus dados.
Quer ver como ficaria com as suas máquinas?
Mostramos o TF Maintain em 30 minutos, com o seu parque de máquinas como exemplo. Resposta em menos de 24 horas.
Pedir demonstração gratuitaPerguntas frequentes
Quanto tempo demora a digitalizar a manutenção de uma fábrica?
Depende do número de máquinas. Começa-se pelos equipamentos mais críticos: a nossa equipa configura as fichas, as etiquetas NFC são coladas e os técnicos recebem uma formação curta no terreno. O resto do parque entra aos poucos.
É preciso substituir o que a empresa já usa?
Não de uma vez. O histórico em papel ou Excel pode ser importado para a ficha de cada máquina, e as equipas mantêm a rotina enquanto se habituam ao registo pelo telemóvel.
Quando saem os resultados destas duas empresas?
Publicamos um estudo de caso por empresa quando houver meses suficientes de dados para comparar o antes e o depois, com os números e as palavras de quem usa a plataforma todos os dias.